Quando a liberdade, a reputação e o futuro de uma pessoa estão em risco, a defesa não deve começar somente na audiência ou depois da acusação formal. Muitas decisões importantes acontecem antes, ainda na delegacia ou durante a investigação.
O advogado criminalista atua em casos de Direito Penal, defendendo pessoas investigadas ou acusadas de crimes e também orientando vítimas. Sua atuação pode começar na delegacia e continuar durante o inquérito policial, prisão em flagrante, audiência de custódia, processo criminal, julgamento e recursos perante os tribunais.
Na advocacia criminal particular, o cliente escolhe diretamente o profissional que conduzirá o caso, define o alcance da contratação por escrito e mantém contato com o advogado responsável pela estratégia defensiva.
O que faz um advogado criminalista?
O advogado criminalista é o profissional que atua em investigações, acusações e processos relacionados à prática de crimes.
Seu trabalho não consiste apenas em comparecer a audiências ou apresentar petições. Antes de definir qualquer estratégia, é necessário compreender os fatos, examinar documentos, analisar provas e identificar os riscos jurídicos enfrentados pelo cliente.
A atuação pode envolver:
- Acompanhamento em delegacia;
- orientação antes de depoimentos;
- acompanhamento de inquérito policial;
- atuação em prisão em flagrante;
- audiência de custódia;
- pedido de liberdade provisória;
- revogação de prisão preventiva;
- habeas corpus;
- resposta à acusação;
- audiências criminais;
- alegações finais;
- Tribunal do Júri;
- recurso de apelação;
- recursos perante o STJ e o STF;
- execução penal;
- assistência jurídica para vítimas.
Cada caso exige uma estratégia própria. A providência adequada para quem recebeu uma intimação policial não é necessariamente a mesma para quem foi preso, denunciado pelo Ministério Público ou condenado criminalmente.
Como funciona a atuação de um advogado criminalista particular?
Na contratação particular, o cliente escolhe quem ficará responsável pela defesa e pode conversar diretamente com o profissional antes de formalizar o serviço.
O primeiro passo é compreender a situação. O advogado precisa saber se existe inquérito, prisão, intimação, processo, audiência marcada ou prazo em andamento. Depois disso, deverá examinar os documentos disponíveis e explicar quais medidas podem ser adotadas.
A contratação deve ser formalizada por escrito, com definição clara dos serviços incluídos, honorários, condições de pagamento e eventuais despesas.
Um advogado criminalista particular não pode prometer absolvição, liberdade ou qualquer resultado. A advocacia é uma atividade de meio: o profissional se compromete com uma atuação técnica, estratégica e responsável, mas as decisões pertencem às autoridades competentes.
Qual é a diferença entre advogado particular e Defensoria Pública?
Tanto o advogado particular quanto a Defensoria Pública exercem função essencial na defesa de direitos. A diferença principal está na forma de acesso ao serviço.
A Defensoria Pública presta assistência jurídica gratuita às pessoas que não possuem condições financeiras de contratar advogado, conforme os critérios de atendimento da instituição.
Na advocacia particular, o cliente escolhe diretamente o profissional, conversa previamente sobre o caso e firma um contrato definindo o trabalho que será realizado.
A contratação particular pode ser procurada por quem deseja escolher pessoalmente o advogado, iniciar uma análise do caso, estabelecer comunicação direta e contratar uma atuação específica ou o acompanhamento integral do processo.
Essa diferença não diminui o trabalho da Defensoria Pública, que desempenha uma função indispensável. A decisão depende das condições financeiras, da urgência, do tipo de acompanhamento desejado e das particularidades do caso.
Quando procurar um advogado criminalista?
O advogado criminalista não deve ser procurado somente depois de uma prisão ou condenação.
A orientação pode ser necessária desde o primeiro sinal de que existe uma investigação. Isso inclui situações em que a pessoa:
- recebeu uma intimação policial;
- foi chamada para prestar depoimento;
- descobriu que está sendo investigada;
- teve celular, computador ou documentos apreendidos;
- foi alvo de busca e apreensão;
- possui mandado de prisão;
- foi presa em flagrante;
- terá audiência de custódia;
- recebeu citação em processo criminal;
- precisa apresentar defesa ou recurso;
- teve um familiar preso;
- foi vítima de um crime e precisa de orientação.
Esperar a investigação avançar pode reduzir as possibilidades de atuação. Uma declaração prestada sem conhecimento do procedimento, um documento entregue sem análise ou uma mensagem apagada pode produzir consequências difíceis de corrigir posteriormente.
O advogado criminalista acompanha o cliente na delegacia?
Sim. O advogado criminalista pode acompanhar o cliente em depoimentos, interrogatórios, reconhecimentos e outros procedimentos realizados na delegacia.
Antes do depoimento, o advogado deve procurar compreender por que a pessoa foi chamada e em qual condição será ouvida: vítima, testemunha, declarante ou investigada.
Essa distinção influencia os direitos, as obrigações e a estratégia.
Durante o ato, o advogado acompanha a legalidade do procedimento, orienta o cliente sobre seus direitos e intervém quando necessário. Depois, deve conferir o conteúdo registrado antes da assinatura.
Ir à delegacia sem saber o motivo da convocação não é uma demonstração de inocência. É uma decisão que pode expor a pessoa desnecessariamente.
Se você recebeu uma convocação policial, leia também: Recebi uma intimação policial: o que devo fazer?
Como o advogado particular atua em uma prisão em flagrante?
Na prisão em flagrante, a atuação criminal exige rapidez, mas também exige análise.
O advogado procura obter informações sobre a prisão, identificar a delegacia responsável, conversar reservadamente com o cliente e verificar como os fatos foram registrados.
Também poderá analisar:
- a legalidade da prisão;
- o modo como ocorreu a abordagem;
- as provas apreendidas;
- as declarações das testemunhas;
- a necessidade de fiança;
- a possibilidade de liberdade provisória;
- a aplicação de medidas cautelares;
- os fundamentos para eventual prisão preventiva.
A prisão em flagrante não significa que a pessoa permanecerá presa durante todo o processo. A situação deverá ser submetida à análise judicial, normalmente em audiência de custódia.
O advogado não pode garantir que haverá soltura. Sua função é identificar a medida juridicamente adequada, apresentar os fundamentos da defesa e combater uma prisão ilegal ou desnecessária.
O que o advogado faz na audiência de custódia?
A audiência de custódia ocorre depois da prisão e não serve para decidir definitivamente se o acusado é culpado ou inocente.
Nesse momento, o juiz analisa a legalidade da prisão, eventuais relatos de violência e a necessidade de manter a pessoa presa.
A defesa pode requerer o relaxamento de uma prisão ilegal, a concessão de liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares diferentes da prisão.
Para isso, o advogado poderá apresentar informações sobre residência, trabalho, família, saúde, comparecimento aos atos e outros elementos relacionados ao caso.
Um pedido eficiente não deve se limitar a dizer que a pessoa é primária ou possui endereço fixo. É necessário enfrentar os fundamentos concretos utilizados para justificar a prisão.
Como funciona a defesa durante o inquérito policial?
O inquérito policial é uma fase de investigação. Nele, a polícia procura reunir elementos sobre a existência do crime e sua possível autoria.
A defesa pode analisar os elementos já documentados, acompanhar depoimentos, apresentar requerimentos, juntar documentos e orientar o investigado sobre os próximos passos.
A investigação não deve ser tratada como uma etapa sem importância. O que é produzido na delegacia pode influenciar a decisão do Ministério Público sobre oferecer uma denúncia e pode acompanhar todo o processo criminal.
Uma atuação antecipada permite que a defesa conheça a acusação antes de o caso avançar e evite decisões tomadas sem acesso às informações necessárias.
Como o advogado atua no processo criminal?
Quando o Ministério Público apresenta uma denúncia e ela é recebida pelo juiz, começa a ação penal.
Nessa fase, o advogado analisa a acusação, verifica as provas, apresenta a resposta à acusação e define a linha defensiva.
Durante o processo, poderá:
- questionar provas ilegais;
- apontar nulidades;
- requerer diligências;
- indicar testemunhas;
- participar das audiências;
- formular perguntas;
- apresentar documentos;
- sustentar absolvição;
- apresentar teses subsidiárias;
- discutir pena e regime;
- recorrer de decisões desfavoráveis.
A estratégia não deve ser construída apenas no final. O resultado de uma audiência depende da preparação feita antes dela, das perguntas formuladas e da capacidade de relacionar provas, fatos e fundamentos jurídicos.
O advogado criminalista pode apresentar recursos?
Sim. O advogado criminalista pode apresentar recursos contra decisões proferidas durante o processo e contra uma sentença condenatória.
Entre as medidas possíveis estão a apelação criminal, os embargos de declaração, o recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça e o recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.
Nem todo recurso é cabível em qualquer situação. Antes de recorrer, o advogado precisa identificar o erro da decisão, preservar as questões jurídicas relevantes e escolher a medida adequada.
Também pode ser necessária sustentação oral perante o tribunal, permitindo que a defesa apresente diretamente aos julgadores os pontos centrais do caso.
O advogado criminalista defende somente pessoas acusadas?
Não. O advogado criminalista também pode atuar na orientação e representação de vítimas.
Dependendo do caso, o trabalho pode envolver acompanhamento em delegacia, apresentação de documentos, requerimento de medidas protetivas, oferecimento de queixa-crime, atuação como assistente de acusação e acompanhamento do processo.
A função exercida deverá ser definida desde o início. O advogado não pode representar interesses conflitantes dentro do mesmo caso.
Quando um caso criminal exige atendimento urgente?
Algumas situações não podem aguardar uma consulta para a semana seguinte.
Existe urgência quando há:
- prisão em flagrante;
- audiência de custódia próxima;
- mandado de prisão;
- busca e apreensão em andamento;
- operação policial;
- prazo processual próximo do vencimento;
- medida protetiva;
- ameaça concreta à liberdade;
- pessoa prestando depoimento sem orientação.
Em uma situação urgente, a primeira comunicação deve ser objetiva. Informe o nome da pessoa, a delegacia ou o fórum, o que aconteceu, se existe prisão e quais documentos estão disponíveis.
Evite enviar áudios longos ou discutir detalhes sensíveis em grupos e redes sociais. O relato completo deve ser feito diretamente ao advogado, sob sigilo profissional.
Como escolher um advogado criminalista particular em São Paulo?
A escolha não deve ser baseada em promessas de resultado ou frases como “liberdade garantida” e “causa ganha”. Essas afirmações não são compatíveis com a seriedade de um processo criminal.
Antes da contratação, verifique:
- se atua efetivamente na área criminal;
- quem será responsável pelo caso;
- se explica riscos e possibilidades com clareza;
- quais serviços estão incluídos;
- como funcionará a comunicação;
- se existe contrato de honorários;
- quais despesas poderão ser cobradas;
- se o advogado promete resultado.
Importante conversar com o advogado e avaliar se existe confiança para compartilhar informações sensíveis.
O advogado precisa conhecer todos os fatos relevantes, inclusive aqueles que possam parecer desfavoráveis. O sigilo profissional permite que a defesa seja construída com base na realidade, e não em uma versão incompleta.
Antes da contratação, confirme se o contato ocorreu pelos canais oficiais divulgados no site do escritório. Diante do aumento de golpes praticados por pessoas que utilizam indevidamente nomes e fotografias de advogados, desconfie de números desconhecidos e confirme diretamente a identidade do profissional antes de enviar documentos ou realizar pagamentos.
Quanto custa um advogado criminalista particular?
Os honorários não possuem um valor único para todos os casos.
O preço pode variar conforme:
- a fase do procedimento;
- a urgência;
- a complexidade;
- o volume de documentos;
- a quantidade de investigados;
- o número de audiências;
- a necessidade de deslocamento;
- o risco de prisão;
- a duração prevista;
- os recursos incluídos;
- a instância em que o caso tramita.
Um acompanhamento isolado em delegacia possui alcance diferente de uma defesa completa até a sentença. Da mesma forma, um recurso ao tribunal exige um trabalho diferente daquele realizado durante o inquérito.
Por isso, uma proposta responsável deve indicar o serviço incluído, as condições de pagamento e as situações que poderão exigir nova contratação. O valor deve ser apresentado depois que o profissional compreender minimamente o caso.
O que levar para a primeira conversa com o advogado?
Sempre que possível, reúna:
- intimação;
- mandado;
- boletim de ocorrência;
- número do inquérito ou processo;
- decisão judicial;
- denúncia;
- documentos pessoais;
- registros de mensagens;
- fotografias;
- vídeos;
- nomes de testemunhas;
- datas importantes.
Não altere, recorte ou apague conversas antes de receber orientação. Preserve o conteúdo original e informe como o material foi obtido.
Se não possuir todos os documentos, isso não impede o primeiro contato, especialmente em situações urgentes.
Perguntas frequentes sobre advogado criminalista particular
O que faz um advogado criminalista?
O advogado criminalista atua em investigações e processos penais, acompanhando delegacias, prisões, audiências, julgamentos e recursos. Também pode orientar vítimas de crimes.
Quando devo contratar um advogado criminalista?
A orientação deve ser procurada ao receber uma intimação, descobrir uma investigação, sofrer busca e apreensão, enfrentar prisão, receber citação ou precisar apresentar defesa ou recurso.
O advogado particular pode acompanhar um depoimento?
Sim. O advogado pode orientar o cliente antes do ato e acompanhá-lo durante o depoimento na delegacia.
O advogado criminalista pode pedir liberdade?
Sim. Dependendo da situação, pode requerer relaxamento da prisão, liberdade provisória, revogação da preventiva ou impetrar habeas corpus. Nenhuma dessas medidas possui resultado garantido.
Qual é a diferença entre advogado particular e defensor público?
O defensor público presta assistência gratuita a quem preenche os critérios da instituição. O advogado particular é escolhido e contratado diretamente pelo cliente.
Como saber se um advogado está regularmente inscrito?
Solicite o nome completo e o número da inscrição profissional. Também confirme se o telefone, o WhatsApp e os dados de pagamento correspondem aos canais oficiais divulgados pelo próprio escritório. Em caso de dúvida, faça uma ligação ou videochamada antes de enviar documentos ou valores.
O advogado criminalista atende somente pessoas presas?
Não. Ele também atua preventivamente, durante investigações, depoimentos, processos em liberdade, recursos e na orientação de vítimas.
O advogado pode garantir absolvição ou liberdade?
Não. Nenhum advogado pode garantir decisão judicial. É possível explicar estratégias, riscos e medidas cabíveis, mas o resultado depende dos fatos, das provas e das autoridades responsáveis.
Advogado criminalista particular em São Paulo
O Dr. Eduardo Bento atua na advocacia criminal particular em São Paulo, acompanhando clientes em delegacias, investigações, prisões em flagrante, audiências de custódia, processos e recursos criminais.
O atendimento começa pela compreensão do problema e pela análise da fase em que o caso se encontra. Depois disso, são explicadas as medidas possíveis, os riscos identificados e o alcance da atuação profissional.
Se você recebeu uma intimação, está sendo investigado, responde a um processo criminal ou precisa de orientação para um familiar preso, entre em contato para solicitar uma análise individual do caso.
A contratação de advogado não garante resultado. Cada caso depende de seus fatos, documentos, provas e decisões das autoridades competentes.
Sobre o autor
Dr. Eduardo Bento — OAB/SP 460.798
Advogado criminalista com atuação particular em São Paulo, responsável pelo acompanhamento de investigações, prisões, audiências, processos e recursos criminais.
Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui uma consulta jurídica individualizada.
Atualizado em julho de 2026.


